domingo, 23 de outubro de 2016

Causa - Efeito

Em Dezembro faço 39 anos.
Quando olho para o curso da minha vida e das decisões que tomei, incluindo as que fui forçado a tomar, pergunto-me o que poderia ter feito diferente em certos pontos chave.
São muito poucos os pontos em que eu acho que deveria ter agido de outra forma.
E mesmo nesses... sem saber o que sei agora, continuaria a agir do mesmo modo.
Deve ser muito exigente pedir que me compreendam, portanto peço apenas que me respeitem a mim e às minhas decisões.
Todas elas tiveram causas. Todas elas foram e tiveram efeitos.
Continuam a ter.
Afastei-me do ensino superior, passei a dar explicações (preciso de viver...).
Devia afastar-me de explicações do ensino superior.
Optei por afastar-me apenas dos alunos de certos professores (...).
Muitos dos meus alunos explicandos têm-me trazido excelentes resultados, portanto, devo saber o que estou a fazer.
Isto está muito longe do que eu sonhei para mim.
Deus, se existir, deve ter dado valentes gargalhadas com os meus planos de vida.
Ok, eu não sou Deus e também me rio... Espero que seja mesmo saudável rirmos de nós próprios.
Passei por muitos "não é justo"... e que continuo a achar injusto.... e estou farto de ouvir falar de injustiças .
Penso que já vivi mais de metade da minha vida. Não me obriguem a justificar as minhas acções.
Apenas acreditem que são efeitos de alguma causa.
Há muita coisa que gostaria de fazer, mas não posso...
Chego diariamente cansado a casa, para no dia seguinte repetir.
Um dia pode ser feita justiça.
Pode...
...
Um dia... toda a minha vida não passará de uma história.
Uma história que um dia será esquecida.
Porque afinal de contas... sou ninguém.

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Uma lista negra.

Isto de ser o patrão de mim mesmo permite-me tomar alguns luxos.
Os dois textos anteriores... e a minha experiência forçaram-me a tomar algumas atitudes perante explicações
O ensino superior não é um paraíso...
Se fosse, eu (já) teria pelo menos dois mestrados (aliás... já teria um doutoramento há muito tempo).
Alguns professores por mim já deveriam ter sido expulsos de algumas instituições, ou pelo menos ter sofrido fortes penalizações...
Como tal não aconteceu, e eu não tenho memória curta, sou forçado a estabelecer alguns regulamentos para as minhas explicações.
O primeiro é simples: existe uma lista negra. Não de cadeiras mas de professores.
Cadeiras leccionadas ou que tenham o nome de professores dessa lista em algum sítio não merecerão qualquer tipo de explicações da minha parte. Os alunos das instituições onde esses professores leccionam podem dar-se por felizes por eu ainda os aceitar.

Certos indivíduos não passam de umas bestas arrogantes com a mania que são inatingíveis, e que são melhores que os outros. Bem, o sistema pode estar do lado deles. Mas "em minha casa" mando eu.
Portanto, recusarei todo e qualquer aluno dessas bestas (não os aceito nem por 1000 000€ à hora, ainda tenho princípios).

O aluno não tem culpa, só tem o azar de ter uma besta como professor...tal como eu tive.
Mas felizmente o que não faltam são explicadores, portanto pode procurar outro.

domingo, 16 de outubro de 2016

Zona Exacta, entre a recta e o plano.

Por mais incrível que pareça, o texto anterior (uma questão de principio...)  lembrou-me de qualquer coisa que vou publicar no futuro, no meu blog Zona Exacta.

O tal 'senhor' afirmou (e escreveu), mais do que uma vez, que não existia qualquer bijecção entre o conjunto dos reais e o dos complexos. Bem, isso 'ofendia' algo que sempre me foi dito: Que R e C tinham a mesma cardinalidade.
Curiosamente, uma nota em rodapé de um livro que me foi sugerido pelo professor Bento Louro na faculdade de ciências e tecnologia da Universidade Nova de Lisboa dizia como se podia construir uma tal bijecção...
E não foi a única que encontrei com o passar dos anos...

Afirmar coisas sem se conhecer uma prova ou demonstração é típico de quem está a pregar uma religião, não de quem alegadamente trabalha em ciência.

PS:
  • No século XXI, com o Google, encontram várias deduções correctas...
  • vendo bem, se se encontra online... nem me vou dar ao trabalho

Uma questão de princípio...

Deparei-me recentemente com um dilema.  Seria de esperar que mais cedo ou mais tarde me deparasse com ele.
Todos os anos recebo e aceito pedidos de explicações de alunos de universidades de todo o país.
Recentemente apareceu-me um, que, o aluno não tem culpa, mas a minha vontade de aceitar é nula!
O professor utiliza conhecimentos que aluno nenhum que tenha tido o percurso normal é obrigado a ter.
Enquanto ninguém lhe fizer frente, ele continuará a fazer o mesmo. Produz documentação com erros e gralhas, mas prefere apontar as dos outros (alguma humildade nunca fez mal ...nem um espelho). Sei que ele o faz há anos...
Foi meu professor e foi daqueles que me complicou a vida com as suas manias (lembram-se de eu ter falado de um que deu notas 'pela cara'?).

Se eu consigo "salvar" os alunos dele? Consigo! Consigo mas RECUSO!
Não me cabe a mim resolver problemas criados por alguém que acha que é melhor do que os outros quando "não vale um caracol"! Portanto chegou a vez de eu dizer 'basta'.
POR PRINCÍPIO:
  • Alunos desse professor não aceito! Passo a colegas meus e eles que aceitem se acharem que devem aceitar ou repassem.
    Aliás, o ideal é que a situação seja reportada à instituição onde lecciona para que tome medidas!(Se não forem tomadas incentivarei todo e qualquer aluno que me passe pelas mãos a se afastar dessa instituição)
  • Os alunos têm aulas para aprender e não para enaltecer o ego de um professor!
  • Devia ser obrigatório um professor conhecer "o percurso normal" de um aluno para chegar a uma cadeira por forma a utilizar apenas conhecimentos que o aluno deveria ter assumindo que os programas são cumpridos e nunca conhecimentos, por mais simples que sejam, que não constam de quaisquer dos programas. Começando pelos programas em vigor no actual ensino secundário.
  • Recuso-me a fazer parte da pseudo-solução de um problema causado por egos
  • Igualmente, recuso alunos de professores que eu conheça casos de terem dado "a nota que lhe apeteceu", porque obviamente, se a nota é a que apetece ao professor, as explicações são irrelevantes.
Não me acusem de falta de profissionalismo.
Falta de profissionalismo é o que este 'senhor' anda a ter há anos, e o pessoal em torno dele por continuar a permitir-lhe tais atitudes!
Chega! A profissão de professor MERECE alguma consideração!
E a de explicador também!

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Probabilidade entre 1 e 5? Não, obrigado.

Windows? Probabilidade de 1 a 5? Vão gozar outro... Não me apetece fazer a conversão do intervalo [0,1] para [1,5] e arredondar às unidades... portanto vou trollá-los....
PS:pensando bem... o melhor intervalo seria [0.5;5.5[... ainda bem que me recusei a converter

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Infortúnios da Tecnologia (II)
Levei um ban no facebook e não sei (mesmo) porquê.

Levar um ban no facebook é mau. Principalmente quando não se sabe porquê. Nestes casos suspeita-se sempre que houve alguma denúncia.
Se infringi as regras penso que tenho o direito a saber quais, como e quando...
Ou será que não?
Bem... parece que não. Se calhar no Facebook "direito" é uma coisa que não existe.
Sendo o primeiro ban que levo desde que abri conta (só sei que foi depois de 2006 e antes de 2009), penso que merecia alguma consideração.
Se não ma dão, meus amigos... no final deste ano lectivo ou abandono defininitivamente o facebook ou trato exclusivamente da minha página de explicações!
Saber que o WhatsApp está por conta deles não me inspira confiança e por isso, abandonando o Facebook também abandono o WhatsApp e todos os serviços que estiverem sob a mesma companhia.

Aliás desde a injustificada remoção do link para o post deste blog "a regra de 3 simples e os carecas" que  ando a pensar em quem remover pessoas da lista do facebook (limpeza geral...).
Lamento, mas tenho mesmo de tomar medidas.

Já me sugeriram:
  • Que foi algum explicador concorrente. Considero absurdo... eu nem posso ser considerado concorrência porque tento ser um complemento ao professor e ao estudo e nunca um substituto do professor como fazem muitos dos meus "concorrentes" - na verdade sou muito mais vezes "orientador" de estudo do que explicador). Os poucos casos em que "dou aulas" são quando alunos pedem mesmo, porque não têm bases ou não têm hipótese de ir às aulas.
  • Alguém que não gostou de alguma partilha em privado (honestamente? Eu não faço publicidade nem spam... nem mesmo das minhas explicações! Aliás, muito poucas pessoas estão lá por "convite", mas seja como for... é muito infantil e cobarde uma denúncia sem sequer tentar resolver as coisas amigavelmente).
  • Virus/ameaça de segurança - Eu não devia ser avisado primeiro?
  • Falha do facebook . Pela mensagem recebida eu (alegadamente) mereci o ban. Sinceramente não sei, pois não sei mesmo porque o levei, e o facebook não me informa.
Esta história já me deu chatices suficientes para um ano, e não posso me dar ao luxo de ter chatices deste tipo!
Como tal, farei uma limpeza na minha lista de amigos...vou manter explicandos. Quanto aos outros, quem quiser de volta que mande um pedido de amizade...e saiba se comportar!
Finalmente, sobre o que eu partilho: Se não gosta do que eu publico, que tal "não me seguir"?(Sim, é uma opção e asseguro que não levo a mal.)
Se não quer receber nada meu... que me notifique e não pense que eu fico ofendido. Fico ofendido é com o inverso, por estar a enviar a quem não quer receber, e a ser reportado por isso.
Enfim... o facebook é um sítio para outro tipo de bullys, outro tipo de novelas, outro tipo de regras.
 E eu não tenho nem tempo nem paciência.
 Até à próxima.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Infortúnios da tecnologia...

Actualizado no dia 6/10/2016 (ver vim do post).
No passado fim de semana ao folhear as minhas resoluções de exercícios do livro Máximo 11º, apercebi-me que os meus programas de calculadora ResolTria, que resolvem triângulos (disponíveis no facebook na página do blog CP Math Explicações, e até ao Natal, estarão disponíveis aqui e no blog CpMath Explicações) não contemplavam correctamente uma situação: a situação LLA.
Corrigi o programa numa Casio 9860GII SD e estive a testá-lo no Domingo, dia 2 de Outubro, com vários exemplos. Assim que aparentemente tudo estava ok, converti o programa para as máquinas a cores fx-CG10/CG20.
Continuei os testes e deixei (no facebook) a informação de que a versão "actual" da altura tinha essa falha, mas que tencionava partilhar a versão corrigida em poucas horas, mas já no dia 3.
Troquei algumas mensagens no facebook, na caixa de mensagens usando o meu telemóvel, e recebi algumas mensagens de erro (do facebook).
Bem... bugs acontecem. Eu tinha acabado de corrigir um dos meus.
Não liguei muito, e honestamente ... já estou habituado, e compreendo perfeitamente. Estas coisas acontecem.
As horas passaram. Pela hora de almoço percebi que o erro era "permanente", e tentei mudar de browser, de sistema operativo, limpar a cache dos browsers até ter concluído:"A falha não está do meu lado". Deixei mensagem na caixa de suporte do facebook.
 Eu actualizei os programas de calculadora, deixei os ficheiros online... e continuo a não receber qualquer mensagem privada. Até que, ao fim da tarde abri a caixa de mensagens... e depois de um longo "a carregar" recebo uma mensagem de erro, mais uma vez mudo de browser... o mesmo problema. Instalo o facebook messenger (que estava desinstalado depois de umas experiências infelizes com a primeira versão, pois SEM minha autorização substituiu o meu software de SMS's)...e tudo na mesma! Um dos browsers notificou-me que haviam respostas para ler, mas não consegui aceder à caixa de mensagens!
Eu já não estava a achar piada àquilo.
Imagine o leitor que é uma pessoa que me deixou uma mensagem, vê-me a por "gostos", a publicar fotos de um programa de calculadoras, mas passam as horas e não respondo a mensagens... Algo está mal!
 Abri outra conta facebook no computador... e abriu sem qualquer erro. Funcionou tudo normalmente. Fechei, regressei à minha conta... e os mesmos erros!
Conclusão: havia um problema na minha conta!


Ao fim da noite recebi um telefonema de um encarregado de educação que me disse que o seu educando tentou contactar-me via facebook mas tinha ficado sem resposta! (UPS!)
Eu, olhei para o ecrã do computador,  abri o facebook, e não haviam notificações. Mas abrindo a caixa de mensagens tinha exactamente o mesmo erro que antes, logo não conseguia ver mensagens!
As pessoas que estão habituadas a falar comigo no facebook quase nunca me contactam por email!
Sem eu as alertar de alguma forma... não vão ter sequer ideia que isto possa se passar.
Informei o Encarregado de educação que algo estava mal no meu facebook, que eu não ia tentar perceber, que era melhor o seu educando contactar-me por email.
(Se não tem... é por desleixo: consta dos meus cartões de visita, está nos meus sites que até são publicitados nas fichas das explicações e nos programas de calculadora que distribuo!)

O que se passou com este explicando passou-se com vários outros... que não me contactaram por telefone, nem por email nem por outro meio qualquer.

Bolas. Quando foi que o serviço de mensagens do facebook se tornou tão importante, a ponto de tanta gente estar dependente dele?

Este tipo de situações estava a agravar-se e para evitar mal-entendidos optei por fechar provisoriamente a minha conta de facebook. Nas explicações de Segunda e Terça instruí os alunos a contactar-me por email, ou a deixar mensagem na caixa da página facebook do meu blog de explicações.
Ao fim da noite, aparentemente o meu problema estava já resolvido, só que, tendo em conta os problemas que aquilo me arranjou, optei por manter a conta facebook fechada.
Pelo menos por uma semana.

Até à próxima.
Carlos Paulo  

Actualização: 06/10/2016

Por outras palavras... levei um ban no facebook! Sem uma justificação do porquê (façam de conta que sou muito burrinho), pode (e provavelmente vai) voltar a acontecer!
Este blog recusa-se a utilizar o Acordo Ortográfico de 1990