segunda-feira, 19 de março de 2018

Uma opção

Eu sou uma opção.
Quando um aluno procura um explicador e vem ter a mim e não a outro, tomou uma opção.
Quando escolhe outro e não a mim, tomou outra opção.
Não gosto de imposições.
Na minha licenciatura a Universidade impôs-me 6 cadeiras com o nome de 'opção'.
Opções impostas não são opções!
São imposições.
O problema é que constam do meu certificado de habilitações como "opções" e não foi pouco frequente eu ter de explicar que aquelas "opções" não foram minhas, e que a as àreas daquelas cadeiras não me interessavam.
Os próprios "seminários" foram-me impostos, e também, mais do que uma vez, tive de os explicar.
E são uma das razões porque aquela instituição de ensino superior deixou de ser opção para mim, mesmo vivendo eu numa ilha e sendo aquela instituição a única de ensino superior público na região.
Gosto que as pessoas possam escolher.
Toda a gente devia poder ter a opção de sair daqui para estudar onde quiser!
... Eu sou uma opção.
Atura-me quem quer. Se quer.
E se quer, confia nas minhas instruções.
Se não quer, pode ir embora.
Há coisas mais importantes que dinheiro.
Muita gente morreu por essa coisa chamada 'liberdade', que deu às pessoas o direito de escolha.
Se não quer me aturar... pode ir embora. Tem essa opção.
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Nota do autor
Recentemente o estado português decidiu que licenciaturas pré-Bolonha e mestrados actuais seriam equiparados em concursos publicos.
Só agora? Por mim todos os licenciados pré-Bolonha deviam ser indemnizados por esta década de discriminação artificial provocada por (más) decisões.
Bolonha é uma burla! Ou como eu prefiro lhe chamar: o processo de Burlonha. 

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