sábado, 28 de janeiro de 2017

A carapuça serve ?!

Bem a piada de, de vez em quando (cof cof), como na passada Terça, dizer que "conheço um professor"... é que me aparecem uns emails
"Conhece o professor X"?
"Conheces o professor Y"?...
Enfim, a verdade é que os meus exemplos pessoais na verdade servem para muita gente que não conheço de lado nenhum, e para outra gente que conheço, mas não fazia a mínima ideia que a carapuça servia.
Portanto, é muito provável (ou se calhar talvez não) que não façam a mínima ideia de quem falo.

É assim tão importante saberem de quem é a carapuça?

Os idiotas que adoram criticar os outros achando que o universo gira em torno do seu suposto conhecimento, que mudem o tipo de discurso. Procurem se informar fidedignamente primeiro com outras fontes.

(Já agora... eu assisti aos tais disparates, e durante muitos anos, pessoas que não se conhecem foram me comunicando os mesmos disparates...)

Quem eu conheço ou não que comete disparates não é importante.
As pessoas denunciam-se sozinhas... e ao que parece, contrariamente à Cinderela que era a única a quem servia o sapatinho de cristal, a carapuça serve a muitos!

Como diria Fernando Pessa, "E esta hein?"
PS:(Não, não conheço o professor X, não conheço pessoalmente o Patrick Stewart nem o James McAvoy... e penso que o personagem Professor X, tendo o poder de ler mentes, não cometeria certos disparares...penso... )

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Por falar em livros de Matemática...

Por falar em livros de Matemática, e porque não é só o que é feito em Portugal é que é bom, (aliás, há poucos anos partilhei um link com material legítimo e gratuito) do professor William Trench, prometo mencionar outros livros, de preferência bons e que eu tenha lido e não apenas consultado...

Por exemplo o pessoal do Brasil já deve ter ouvido falar do livro Análise real do professor Elon Lages Lima  (já agora, e a propósito do texto da passada Terça, usa a mesma definição de limite que os livros do professor Carlos Sarrico ou o Demidovitch).
[ só para chatear os defensores do Acordo Ortográfico: devia ser traduzido para português Europeu]

Há vários livros que merecem ser destacados quando se fala de Análise Matemática - façam o favor de não confundir com 'Cálculo'... é muito mais que um nome, e tenho algum desdém por cadeiras de Matemática onde nada é demonstrado.

Matemática não é uma religião, para profissão nenhuma, curso nenhum!
Qualquer cadeira de Matemática deve ter demonstrações acessíveis ao público alvo, para ver se aprendem, nem que seja à força, que os resultados não caem do céu (e não lhes chamem provas se faz favor... deixem isso para os anglo-saxónicos & companhia, somos portugueses pá)...

Se só gostam de "receitas de cozinha" e definições 'únicas'... lamento pá!
Isso não é Matemática.
Dediquem-se a outra coisa! (por favor...)

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Um problema de definições...

Qualquer professor que esteja a dar aulas ou explicações de Matemática (A) actualmente ao ensino secundário em Portugal, principalmente 11º e 12º certamente já notou que as definições de limite dadas no 11º (programa novo) e no 12º (programa antigo) são diferentes e não são equivalentes.
Bem, conheço um professor de ensino superior que gosta de implicar com o livro de introdução à análise do professor Jaime Campos Ferreira, chegando a insultá-lo e a apontar-lhe alegados erros... (não será arrogante pensar isso do livro de Matemática mais vendido em Portugal?)


Bem, os tais "erros" devem-se a esse senhor, em mais de 20 anos ainda não ter percebido que a definição de limite usada no livro é diferente da sua.
Na verdade a definição de limite desse professor é a do actual 12º, e (por exemplo) do livro de análise do professor Carlos Sarrico.

A do novo 12º e actual 11º (alunos que entrarão no superior em 2018...) é a que consta do livro do professor Campos Ferreira (e não, não é ele o autor dessa definição).
Não me admira nada que o tal professor vá dizer que os conhecimentos que os alunos trazem do secundário estão errados, quando, na verdade ... só têm por base uma definição diferente (e não, não está errada).
Enfim... Cromices!

PS1: Provavelmente vou deixar um artigo sobre o assunto (diferenças na definição de limite) no blog Zona Exacta
PS2: Parece que em 2003, o professor Jaime Carvalho e Silva (DM Universidade de Coimbra) adiantou-se!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

A maldade não deve ser devolvida?


A vida leva muito tempo... desde há uns anos que começo a tornar-me adepto de mexer pauzinhos para acelerar a justiça. "Maldade"... é um termo muito subjectivo, e "vingança", costuma ter conotação negativa.
Este tipo de sabedoria saloia permite que muito patife continue a afectar a vida de pessoas que de outra forma não teriam a vida estragada.

Nas redes sociais, uma pessoa partilha isto e leva um monte de "gostos"...Quem se opõe é chamado de tudo e mais alguma coisa.

Será SÓ nas redes sociais? (Não, não é... quem não segue o rebanho sofre consequências mesmo más... e ainda falam de "maldade")

domingo, 22 de janeiro de 2017

Democracia de conveniência.

A democracia tem muitos problemas. Um deles é o nem sempre eleger o melhor... porque quem vota nem sempre tem noção do que está a fazer.
Pessoas que se dizem democratas e defender a democracia a protestar contra o legitimamente eleito Donald Trump, é algo contraditório.
Não sou americano, nem concordo com a maioria dos ideais dele (no entanto... concordo com alguns).
Mas não tive voto na matéria.
Por outro lado, votar Hillary Clinton como alternativa...
Não invejo as opções que os norte-americanos tiveram.
Quer se goste ou não, até provas em contrário, Trump ganhou legitimamente.
Se não gostaram... assim que ele sair, revejam as regras.
Isto de acusar a Rússia de ter intervido nas eleições... tem a credibilidade de um país que acusou o Iraque de ter armas de destruição massiva.
Vão ter de apresentar provas credíveis ao mundo.
Melhores do que as que tinham contra o Iraque.
Não gosto de ver na presidência dos EUA um homem que não está interessado no bem do planeta (pois está deliberadamente a negar medidas ambientalistas, e a aposta nas energias renováveis).
Não gosto de ver alguém que faz política via twiter, e diz o que lhe apetece sem pensar primeiro no impacto do que diz.
Aqui no meu blog posso fazer isso. Não sou presidente de uma potência económica, militar e nuclear.
Esperemos para o bem da América e do mundo, que os americanos tenham escolhido bem.
E se de facto o aquecimento global é uma farsa... ao menos não neguem a necessidade de defender o nosso planeta.
Para já, não temos outro para onde ir!
Fazer manifestações contra alguém que ganhou as eleições democraticamente só mostra que há algo de errado nesta democracia. Se ganhasse a Hillary Clinton, seria mais conveniente para alguns, e não haveriam manifestações?
Não sei.
Só sei que não estou a gostar mesmo nada disto....

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Os meus leitores...


Por vezes olho para as estatísticas deste blog e vejo que o número de leituras de certos textos dispara.
Ou escrevi algo muito bom, ou muito chocante, ou .. não, esqueçam, o muito mau não costuma ter grandes leituras.
 Isto não é como a TV onde as pessoas se esquecem que podem mudar de canal, e assistem a alegados maus programas até ao fim só para fazer uma crítica negativa, e repetir na semana seguinte.
Aqui, acredito que quem não gosta deixa de ler a meio e muda de página... ou vai mesmo para outro site.
E pelo menos as estatísticas suportam esta minha ideia.
As pessoas gostam dos meus textos matemáticos. Têm números elevados de visitas.
Tenho de escrever mais desses...(trabalhar em explicações rouba-me mais tempo do que eu gostaria...)
Olhando para os mapas, vejo leitores de todo o mundo. Não só do espaço lusófono.
E ainda bem...
Um abraço para todos vocês. São sempre bem vindos!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

(Não) Estranhas decisões...


Estando eu a dar explicações há quem esteja à espera que eu aceite todo o tipo de situações.
Não é nem pode ser assim.
Há horários a cumprir, programas a pesquisar e a respeitar, e todo um trabalho feito "por fora" que não pode ser ignorado.
Se no ensino secundário todos seguem o mesmo programa, alterando,por vezes, apenas a sequência dos assuntos, no ensino superior não é bem assim.
Mudando de instituição, de curso, e às vezes apenas de professor, mudam notações, programas, até definições e notações.
Em instituições onde o número de aprovações tem peso na avaliação dos professores ( conceito algo estúpido, mas que consegue combater certos excessos e manias de alguns...), vê-se algo bem vicioso: para não serem prejudicados, os professores abusam no facilitismo das provas.
Noutras onde tal não acontece, chegam-se a ver professores a exigirem a alunos de primeiro ano, conhecimentos que não constam dos programas do secundário dos últimos trinta anos.
Em alguns casos nem dos últimos trezentos...
Eles que tenham paciência... pelo menos os alunos que entrarem em 2018 saídos dos 'novos' programas de Matemática têm alguns desses conhecimentos...(dos últimos 30... os que esperam coisas dos últimos 300, se calhar precisam de algum apoio psicológico...ou psiquiátrico)
Tendo em conta todos estes cenários e a quantidade de trabalho que cada cenário exige 'fora de aulas', não me é possível aceitar todos os casos.
Como tornei publico recentemente, casos de professores em que tenho conhecimentos de irregularidades, deixei de aceitar.
A razão é simples: eu próprio fui vítima de (várias) situações dessas e recuso-me a participar em potenciais novos cenários por vezes com as mesmas 'bestas', visto que o trabalho dificilmente compensa.
Se não conseguem compreender, ao menos respeitem a decisão e pensem na analogia
Uma mulher violada será obrigada a trabalhar directa ou indirectamente com o violador?
Será assim tão estranho compreender?
Repito: se é, ao menos respeitem... Dinheiro/negócio não é tudo na vida.

Na verdade, explicações é o tipo de negócio em que o que não falta é oferta, e portanto facilmente as pessoas encontram outro explicador.
(Ou seja... é tipo prostituição... e nós explicadores, somos os 'prostitutos'...pois um aluno pode sempre mudar de explicador quando lhe apetecer)

Mas como matemático... mau seria se apenas desse explicações...

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Estranhas viragens

Janeiro mal está a começar e eu começo cansado.
É normal...
Nunca fui muito de "andar na boa vida".
Só mesmo de sair para arejar as ideias...
Digo, como piada, que a minha namorada é a Matemática... e a tipa é uma galdéria!
Os meus problemas pessoais,... são essencialmente problemas de saúde.
(As escapadelas da Matemática são compreensíveis: não pode ser monógama, ahahahaha, portanto, não são problemas pessoais).
Ultimamente, até ao cinema, quando vou, vou sozinho.
Provavelmente faz-me apreciar melhor os filmes.
É isto a vida? Bem... eu tentei tirar um mestrado duas vezes.
De ambas fui sabotado pela minha saúde e por idiotas, e decidi parar.
Se a minha saúde, por mais aleatória que seja é controlável...os idiotas, nunca os tinha tentado prever, mas são previsíveis (mas incontroláveis).
 E percebendo isso, é mesmo preferível parar.
Mas o tempo perdido tentando fazer exclusivamente algo... nota-se quando se para.
Os meus antigos colegas e amigos estão todos casados (ou em algum tipo de compromisso), bem empregados, têm filhos.
Eu 'trabalho sozinho'... por outras palavras, não tenho colegas de trabalho.
Contacto as pessoas via telemóvel (pronto alguém acha que eu devo dizer smartphone), email, caixas de mensagens de redes sociais...
Isso lembra-me que tenho explicandos que ... têm o horário tão preenchido com actividades que nem têm tempo para estudar. A minha prática é avisá-los que se não estudam... eventualmente vou ter de os recusar nas explicações.
As pessoas precisam de uma 'vida', ou acabam como eu... ou ainda pior.
Por outro lado, não ter quem se meta na minha vida... ou falta dela, é muitas vezes uma benção.
Não há como ter paz e sossego...
A menos que se tenha algum tipo de problema de saúde crónico e por exemplo... de vez em quando se perca a consciência de repente.

Quando olho para os filhos de alguns ex-colegas nas minhas explicações, às vezes penso
"Uau.. já passou tanto tempo...Já têm filhos com esta idade."

Se estou arrependido das minhas opções?
Não! Só gostaria de ter tido mais sorte em algumas delas (ou ter tido acesso a algumas informações à priori)... e ter visto a justiça a funcionar.
Porque na verdade, como (re)escrevi hoje de manhã no texto anterior
"%&$%&$%'s há muitos... o que realmente mete nojo é serem protegidos pelo sistema.
 E um sistema que protege %&$%&$%'s, só pode estar cheio deles."


O meu futuro é uma incógnita... que continuará a ter estranhas viragens.
Dada a minha história e idade, acredito que já passei de metade da minha vida.
Há situações que me recuso voltar a passar.
Neste mundo cada vez mais incerto só quero ter um resto de vida mais calmo, pacífico, e o mais afastado possível de chatices.
Porque certeza mesmo, só temos na morte, o último Kobayashi Maru.

%&$%&$%'s

%&$%&$%'s há muitos... o que realmente mete nojo é serem protegidos pelo sistema.
 E um sistema que protege %&$%&$%'s, só pode estar cheio deles.

A frase é minha, também se adapta bem a este texto que recentemente partilharam comigo:
https://www.linkedin.com/pulse/o-perigo-de-ser-competente-luis-morgado

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Ministério do Tempo

Olá. (Mais uma vez) Sejam bem vindos a 2017.
Eu raramente vejo TV, mas tendo em conta o meu estado gripal, de vez em quando abro excepções...
Na verdade vejo as séries que me apetece, quando me apetece, mas isso é uma 'modernice'.
Ontem à noite no facebook alguém recomendou uma série da RTP1.
 Bem... lá consegui ver o episódio no site da RTP.
... Argumento suficientemente curioso para me fazer ver o episódio todo, algo que já não conseguia fazer há anos nas séries portuguesas (...não vou discutir porquê...).
Uma série que envolve viagens no tempo, e tentativas de evitar modificações da História de Portugal (!)
Como se fosse um "Timeless" português, mas, suficientemente diferente.
 A equipa de viajantes do tempo é algo curiosa, e pelo menos por mais alguns episódios vou me sentar frente à TV.

Para mais informações: http://media.rtp.pt/ministeriodotempo/

À RTP desejo muito boa sorte com a série.
E a si, caro visitante, desejo um excelente 2017.

domingo, 1 de janeiro de 2017

Feliz 2017

Ano novo.
Mundo velho.
Mesmas pessoas...
Ás vezes pergunto-me se será natural comemorar cada rotação em torno do Sol.
Todos os anos as pessoas prometem 'mudar'... mas na verdade, nada muda.
Tudo fica na mesma.
Nada muda se não for obrigado. É a minha versão da 1ª lei de Newton aplicada a seres humanos.
Mas força!
São mais 365 oportunidades... aproveitem-nas enquanto forem vindo!
Feliz ano novo!
Este blog recusa-se a utilizar o Acordo Ortográfico de 1990